Nada é novo sobre a Terra
Nem permanece hodierno
Logo fica obsoleto
O que agora é moderno
Se hoje vai sendo ontem
Só o futuro é eterno.1

 

É no panorama de uma vasta e variada produção de livros para crianças e jovens que a cultura digital chega ao Brasil. A imagem do “Comportamento do setor editorial brasileiro (2010)” que resultou da pesquisa da CBL (Câmara Brasileira do Livro) / Snell e FIPE (Fundação de Pesquisas Econômicas) apresenta números bastante sugestivos:

2010

EXEMPLARES PRODUZIDOS

492.579.094

EXEMPLARES COMPRADOS PELO GOVERNO

163.133.158

 

Neste panorama, que apresenta livros como um produto largamente subsidiado pelo governo (cujos vários programas de leitura compram 1/3 da produção), vários são os setores da sociedade preocupados com o impacto que a cultura digital terá neste cenário.

Dentre os mais preocupados incluem-se editores, educadores, escritores, ilustradores, pesquisadores – ou seja – grande parte dos habitantes do que o crítico uruguaio Angel Rama (1923- 1986) denominou pela charmosa metáfora de cidadãos da cidade das letras.2

Se, por um lado, a cultura digital – sobretudo através da internet e das redes sociais que ela viabiliza – parece representar um incrível aumento no tempo  (sobretudo dos jovens) destinado à leitura à escrita, a especificidade da leitura e da escrita vigentes nos meios digitais são objeto de preocupação.

Entre atônitos, desconfiados e perdidos – muitos habitantes da cidade das letras perguntam-se: o que vai ser do livro? E a leitura, como é que fica? Livro ou game?

Creio que vivemos situação bastante semelhante à que devem ter vivido os habitantes da cidade das letras, ao tempo de Gutenberg . No hoje longínquo século XV – há mais de 500 anos – a cultura do impresso superou a cultura do manuscrito. Os sustos devem ter sido imensos – e, efetivamente o foram, como estudam Robert Darnton e Roger Chartier.3 Inaugurava-se em larga escala uma nova forma de difundir informações.

Nova forma que pedia uma nova maneira de ler.

As mudanças na materialidade do livro e do impresso configuravam uma nova linguagem e um novo produto, que pedia novas aprendizagens e novas práticas sociais

 

* * *

 

A literatura infantil, por ser sempre dirigida às novas gerações – as de hoje, falantes nativas da linguagem digital … – representa uma espécie de campo fértil para novas linguagens. Além disso, pela relevância (maior do que a literatura não infantil) de que desfruta no atual cenário editorial brasileiro livros para crianças e jovens constituem desafio irresistível. São um dos carros-chefes do setor, como mostram os números da pesquisa já mencionada:

 

2010

EXEMPLARES PRODUZIDOS

492.579.094

LITERATURA INFANTIL

26.500.755

LITERATURA JUVENIL

43.790.281

INF + JUV

 

70.291.036

 

* * *

Pesquisas históricas parecem apontar que os pioneiros livros para crianças resultaram de re-escritura, de re-criaçãoA hipótese é válida tanto para as antigas fábulas de Esopo, quanto para as atuais adaptações e re-escrituras de clássicos.4

Pesquisas também apontam que foi na literatura para crianças (bem como na literatura religiosa de extração católica) que muito cedo se manifesta superposição das linguagens visual e verbal.5 E sinalizam ainda que tal superposição se manifesta de forma cada vez mais rica e intensa a partir do desenvolvimento de novas tecnologias.

Talvez todos estes fatores tornem a literatura infantil campo privilegiado para a discussão das consequências da cultura digital na cultura do livro impresso. Como se disse, faz tempo que a literatura infantil – muito mais do que a não infantile – trabalha com imagens. Livros para crianças – como tão bem registra Lewis Carroll pela voz de sua Alice, precisam ser ilustrados:
 

Alice estava começando a se cansar de fıcar sentada junto à irmã na margem do riacho, e de não ter nada para fazer. Uma ou duas vezes tinha dado uma olhada no livro que a irmã estava lendo, mas ele não tinha figura nem conversa.
– Pra que serve um livro sem figura nem conversa? – pensou Alice.6

 

Em versão nacional, em 1910, a mesma hipótese é expressa em um poema da pioneira Presciliana Duarte

 

– P’ra mim, livro bonito É aquele que tem figuras,
P’ra você não é, Carlito?7

 

Não obstante a antiguidade do diálogo de linguagens presentes em livros para crianças, a ilustração, em certos momentos, foi vista como vilã. Os anos 50 do século XX foram o tempo em que os quadrinhos – gênero que radicaliza a parceria delinguagens – são acusados de perniciosos à formação da infância.8

De certa maneira, pode-se dizer que os games de hoje – e com eles talvez, toda a cultura digital ? – herdaram a maldição dos quadrinhos … E é por esta porta – da histórica desconfiança face ao novo – que vou discutir alguns aspectos do que representa, a meu ver, uma grande contribuição da cultura digital à leitura. E, ao mesmo tempo, as dívidas da cultura digital para com a cultura do impresso, particularmente a cultura literária. O parentesco entre ambas sela-se, por exemplo, nos livros que inspiram games e vice-versa, games que inspiram livros, como sucedeu com The assassins’creed , cujo grande sucesso de vendas em livrarias prescinde da indicação escolar.

Qual o significado disso? Muitos!

Interessa sublinhar, entre eles, que o reino da linguagem é um reino de coexistência, de superposição, de diálogo. Diálogo de uma linguagem com todas as outras que a precederam. Diálogo dos games com os livros e vice versa. Um outro grau de parentesco é representado pela grande facilidade de acesso e barateamento que o livro meramente digitalizado representa para os leitores. Baixados em diferentes engenhocas, o e@book é portátil e pode ser customizado a ponto de prescindir de óculos e de iluminação do ambiente…

Mas se o e@book que resulta da tradução para EPUB ou PDF de um texto já é ótimo, ele ainda não representa todas nem tampouco as maiores e melhores possibilidades que a cultura digital abre para a cena da leitura.

Para apontar e discutir essas possibilidades maiores, recorro a duas noções que hoje estruturam os estudos literários: a noção de intertextualidade e de dialogismo. Defino-as rapidamente:

• Intertextualidade é a manifestação/menção, em um texto de outro texto.9

• Dialogismo é a manifestação, em um texto, das diferentes vozes que o constituem ou com as quais dialoga.10

• A terceira noção à qual recorro vem do mundo digital: a noção de hipertexto, que também defino rapidamente: Hipertexto11 é o texto escrito, em suporte digital a partir do qual o usuário pode acessar informações veiculadas por outros textos, imagens e sons.

 

A hipótese que aqui apresento é que se pode considerar o hipertexto como formatação que, entre o livro e o game, permite o exercício de novas formas de leitura extremamente exigentes e sofisticadas. Através da multiplicidade de linguagens a que dá acesso, o hipertexto favorece a intertextualidade. E a interação necessária (clique de mouse, toque na tela ou nas teclas) para navegação pelo hipertexto representa uma forma de dialogismo e materializa (!) a interação entre leitores e texto, como pressupõe a leitura, particularmente a leitura literária.

 

* * *

É a partir destes pressupostos que gostaria de discutir como traços da cultura digital vêm se insinuando ou se manifestando explicitamente em livros contemporâneos voltados para a infância. E como o vice-versa deste movimento – a permanência de traços da cultura do impresso em produtos digitais – aponta para o hibridismo, tão característico de momentos de transição cultural, como marca de nosso tempo.

 

* * *

Kindlin na floresta encantada, de Pedro Bandeira e Rogério Borges (São Paulo: Moderna, 2008), versão exclusivamente impressa, representa uma vertente promissora para livros efetivamente digitais. Em páginas grandes nas quais predomina a linguagem visual, a narrativa verbal conta a história de uma fada-menina que, para tornar-se adulta, precisa cumprir certas tarefas que lhe impõe da Rainha das Fadas. A narrativa verbal estabelece, já em sua abertura, um fecundo diálogo do narrador com o leitor, através do qual o primeiro monta, aos olhos do segundo, o cenário da história.

 

Esta é a floresta encantada
onde vivem as fadas.
Fada é transparente como papel
celofane, leve como pluma ao vento,
veloz como beija flor à procura do pólen
das flores. Por isso as fadas vivem
escondidas.
Se você olhar bem, pode descobrir
uma porção delas. Eu descobri 7, mas
você é bem capaz de achar mais.

 

 

O demonstrativo Esta remete o leitor – explicitamente mencionado no pronome você do terceiro parágrafo – para a outra linguagem de que se tece a história: a linguagem visual com a qual o leitor precisa interagir, interação sugerida pela expressão olhar bem que se coroa pela promessa de descobrir fadas.

E, o que mais poderia querer um leitor de um conto de fada?

O diálogo estabelecido entre narrador e leitor prossegue ao longo de todo o livro. No desenrolar da história, o leitor é desafiado pelo narrador a colaborar com a protagonista para o cumprimento das tarefas que lhe foram impostas. A bela ilustração de Rogério Borges esconde, disfarça por entre folhas, troncos e águas da floresta vultos de fadas, de animais, e de outros seres que cumpre ao leitor descobrir.

E, participar da história – sobretudo na posição de herói – não é um desejo legítimo de leitores de todos os tempos e idades?

A historia retoma, no livro, a tradição de antigas revistas infantis que, extremamente populares já em meados do século XX apresentavam como passatempo o desafio de descobrir certas figuras dispersas por entre formas variadas. A proposta hoje aparece em vários sites, porém as revistas antigas que propunham o jogo talvez possam ser consideradas protomodelos do que hoje se chama livro-brinquedo ou de forma talvez um pouco mais radicalmente forçada, de proto e@book.

 

* * *

Em de Ana Camilão, o comilão Maria Machado com ilustração de Cláudio Martins  (São Paulo: Salamandra, 2012), obra que circula em meio impresso e também digital, um porquinho guloso recolhe em uma cestinha alimentos que vai pedindo aos amigos e que depois compartilha com eles.

Na versão digital, uma voz adulta faz a leitura da história. A história é definida, no catálogo da editora, não como e@book (o que efetivamente ela não é), mas como livro animado. Sem solicitor interação do leitor, em algumas das telas da versão digital pelas quais sucedem-se texto e desenhos, elementos do cenário e personagens movimentam-se. Trata-se, obviamente, de um passo adiante no emprego de recursos digitais na literatura infantil. O próximo passo seria desafiar o leitor a comandar a movimentação das figuras e, nesta movimentação, construer talvez, outros sentidos para a história.

Mas é em relação à linguagem verbal que a versão digital de Camilão o comilão sugere outras possíveis e promissoras parcerias entre a linguagem verbal e a digital, no trânsito de um livro animado para um e@book. É muito fecunda a tradição oral na qual se inscreve o texto da história: trata-se de uma narrativa montada pela reiteração e ampliação de segmentos verbais. Com uma tal estrutura, este livro pode inspirar o emprego de recursos digitais interativos, que sugiram articulações inventivas entre as várias estruturas verbais paralelísticas de que se tece.

 

* * *

Outro título – e agora trata-se efetivamente de um e@book – é um clássico, cuja primeira edição é de 1920. Trata-se de A menina do narizinhoarrebitado de Monteiro Lobato, ilustração de Rogério Coelho (São Paulo: Globo. 2007). É motivo de festa que uma das primeiras obras brasileiras infantis efetivamente digital retome o primeiro livro do mais importante autor infantil latino americano do século XX.

A história narra a viagem de Narizinho ao fundo do ribeirão, a festa e o passeio pela corte do Príncipe Escamado. A narrativa desenrola-se por cinquenta e seis telas que alternam a imagem da página de um livro com telas que apresentam imagens de um semovente e sonoro mundo aquático. Nestas, entretecem-se movimentos e sons comandados pelo toque do leitor na tela, numa pratica efetiva de interação.

Na cena final, o despertar de Narizinho de seu sonho e seu retorno ao mundo real manifesta-se através de um recurso digital talvez um pouco mais sofisticado do que a movimentação de figuras e reprodução de sons. A passagem do sonho à realidade expressa-se na dissolução de uma tela em outra. Nesta dissolução, o sentido produzido é bem mais impactante do que o divertido som de um espirro ou o movimento de peixes nadando entre algas.

 

* * *

Mais recente, Quem soltou o PUM ? de Blandina Franco e José Carlos Lollo (São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2010) tem também edição impressa e digital. A versão digital, premiada na Feira de Bolonha, faz largo uso de recursos disponibilizados pelas tecnologias digitais.

Ao lado de acoplar uma voz infantil que verbaliza com entonação adequada a história escrita em rodapés, o e@book permite que o leitor, ao tocar na tela, produza movimentos e sombreamentos que ultrapassam as informações fornecidas na narrativa verbal, enriquecendo, assim, os instrumentos de produção de sentido disponibilizados para o leitor/internauta. O leitor pode ainda fixar as imagens e seus respectivos tercetos.

A história é divertida, estruturada sobre o duplo sentido da expressão soltar o pum que já se faz presente no título do onde as maiúsculas de PUM sem dúvida atraem a atenção do leitor e sugerem sentidos travessos para a história. Além da travessura de interagir com o proibido, no entanto, a história ainda tematiza os distintos valores do mundo adulto e do mundo infantil – conflito este muitas vezes expresso por recursos sonoros- o que sem dúvida patrocina solidariedade entre o pequeno leitor e o narrador protagonista.
 

* * *

Um último exemplo – o único que vem de fora do Brasil – é o também premiado em Bologna In my dream de Stephane Kiehl (E@toiles-Maison d’éditions numériques).12 Neste belo livro, a parte superior da tela apresenta figuras e a parte inferior – quase como num rodapé – tercetos. Se o leitor der o comando de voz, pode ouvir o poema.

As imagens – grandes, nítidas, inventivas – não impõem nenhuma sintaxe entre suas partes. De forma similar, os tercetos constroem cenas / episódios que se poderia considerar surrealistas : looking up, / two silly ghosts play, / on a winter morning.

Ao interagir com a tela, o leitor descobre que as imagens são constituídas de três partes independentes. E que, deslocando-se horizontalmente uma dessas partes, desloca-se igualmente o verso do terceto a ela correspondente. E vice-versa.

Oferecendo, como Quem soltou o Pum vocalização dos versos, jogos de luz e sombra, esta obra aponta animadoramente para as possibilidades abertas para o gênero infantil pelo mundo da cultura digital. E, simultaneamente, aponta também para o estreito parentesco entre a literatura – particularmente a infantil ? – e a cultura digital.

Rabiscos nas margens, pintura canhestra de imagens, desenhos toscos em cabeçalhos, dobras nas extremidades de páginas documentam, em velhos exemplares de livros infantis, a interação dos pequenos leitores com o que leem nos livros. E mais: da mesma forma que os bons programadores, os bons escritores não inventam narradores que solicitam a participação do leitor , num dialogismo divertido e saboroso?

As interrogações o textos abaixo cumprem esta função:

(…) seu Luís era uma pessoa cheia de manias.
Os exemplos passavam feito trens pela estação que
havia debaixo dos cabelos selvagens da menina. Um
deles ? Seu Luís era contra viajar.13

Onde termina meu corpo
E começa o mundo?
Meu corpo se abre
Como uma esquina,
As asas espalmadas,
Inexistentes,
E cada fato, árvore,
Bicho ou gente,
Aqui faz pouso.
Meu corpo vibra,
Pulsa,
É uma bomba-relógio?14


Ou seja: será que a literatura não foi sempre um
game no sentido mais amplo da palavra? Será que os versos do cordel que lá no começo destas maltraçadas não estão certos?

Nada é novo sobre a Terra
Nem permanece hodierno
Logo fica obsoleto
O que agora é moderno
Se hoje vai sendo ontem
Só o futuro é eterno

 

Finalizo, retornando à versão digital de Lobato: a dissolução com que o livro se encerra, mesclando sonho e realidade, imagem e texto, bem pode ser uma feliz representação deste tempo nosso: a transformação de um suporte em outro, de uma linguagem em outra, de uma cultura em outra.

Desta vez …

… global, planetária e multimidiática.

 


Notas

* Versão anterior deste texto foi apresentada no Congresso do Livro Digital (CBL). 2013. SP. SP

1 Manuel Monteiro, Conheça o enigma das inscrições rupestres do Lajedo Pai Mateus. Campina Grande: edição do autor, 2002.

2 Angel Rama, A cidade letrada. São Paulo: Brasiliense, 1985.

3 Cf. Roger Chartier, A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: FEU, 1998. Robert Darnton, A questão dos livros: passado, presente e futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. Cf ainda: www.youtube.com/watch?v=MKOxc6x3yeUwww.youtube.com/watch?v=XjwIbJVzE4Awww.letras.ufscar.br/liguasagem/edicao03/entrevista_chartier.phpwww.rodaviva.fapesp.br/materia/423/entrevistados/roger_chartier_2001.htm

4 As fábulas atribuídas a Esopo (escravo grego , c.620-560 AC) e que talvez tenham sido herdadas de outras matrizes culturais foram retomadas, traduzidas e adaptadas por inúmeros escritores, entre os quais Fedro (escravo romano, 15 a.C.-50 d.C.) e La Fontaine, cujas Fables publicadas em 1668 geraram, por sua vez, inúmeras outras adaptações; também os Contos dos irmãos Grimm, ao longo do século XIX sofreram sucesivas re-escrituras. E, na tradição brasileira, a obra de Monteiro Lobato é exemplar do esforço do autor , incansável em reescrever seus textos.

5 Em 1484, versão das Fábulas de Esopo, publicada na Inglaterra por William Caxton era ilustrada. Para mais informações,Cf. www.historyofinformation.com/index.php?category=Book+Illustration

6 Lewis Caroll, Alice no país das maravilhas. São Paulo: Ática, 3a. ed. 2000; p. 13-14.

7 Presciliana Duarte Almeida, Páginas infantis. São Paulo: Typografia Brazil de Rothschild & Co.1910; p. 11-12.

8 Nos Estados Unidos, estabeleceu-se a necessidade de um código que as HQ (cartoonsprecisavam respeitar. Na década de 60, as editoras Abril, Rio Gráfica e Editora, Editora Brasil-América e Empresa Gráfica O Cruzeiro assinaram compromisso de respeitarem código similar. E , no Brasil. Cf. www.legal.blog.br/zine/hq/hq03.htm

9 Um exemplo de intertexto: o poema de Jô Soares que retoma a conhecida Canção do Exílio de Gonçalves Dias:

Minha Dinda tem cascatas
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Minha Dinda tem coqueiros
Da ilha de Marajó
As aves, aqui, gorjeiam
não fazem cocoricó
O meu céu tem mais estrelas
Minha várzea tem mais cores.
(…………….)

Para prosseguir na discussão de intertexualidade, consultar, inicialmente www.edtl.com.pt

10 Exemplo de dialogismo: o diálogo do narrador com o leitor de Memórias Póstumas de Bras CubasA obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus. Para prosseguir na discussão de dialogismo, consultar, inicialmente www.edtl.com.pt

11 http://en.wikipedia.org/wiki/Hypertext

12 O original é francês Dans mon rêve e foi premiado no Salão do Livro Infantil e Juvenil de Bologna de 2012. Na mesma ocasião, um dos outros dois finalistas foi o livro brasileiro Quem soltou o pum?

13 Ricardo Azevedo, Trezentos parafusos a menos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002; p. 5.

14 Roseana Murray; Elvira Vigna, Carteira de identidade. Belo Horizonte: Lê; p. 30.

 


Imagem de Andre Letria.