El blanco del álbum es, ciertamente, una luz
directa a la salida, para lograr un objeto
luminoso
a la llegada. Hermosa (¿verdadera?) reflexión.
Olivier Douzou1

 

As últimas décadas foram de apogeu e supremacia do livro-álbum na produção do livro infantil. Se até alguns anos, a convivência entre este gênero e outros, nos quais a narrativa textual era dominante, o foco muda a favor dos livros em que texto e imagens dividem espaço, e, muitas vezes, com predominância destas últimas.

A leitura do livro-álbum pressupõe um repertório amplo e diferente do tradicional, principalmente por parte dos leitores adultos. De acordo com Joëlle Turin, o livro-álbum é responsável pela introdução de uma nova relação com a leitura compartilhada, que passaria, agora, a ser triangular (adulto – leitor – livro): (…) “para que exista magia entre o livro e o jovem leitor, é necessário que os livros façam às vezes de ponte entre este último e o mediador (…). Ao adotar uma postura de intercâmbio intersubjetivo, o mediador se compromete, na partida, com uma atividade conjunta pelo ato de interessar-se com o que acontece na mente do jovem leitor”2. Diferentemente da leitura de um texto narrativo em voz alta, que deixa livre a imaginação de quem lê e de quem escuta, a leitura de um livro-álbum pressupõe diferentes olhares sobre as imagens. Todas essas leituras dependem e correspondem sempre ao universo de referência de cada leitor (seja ele o leitor ou o ouvinte) e ambas são igualmente importantes e estimulam, a seu modo, diferentes níveis de imaginação e interpretação.

A supremacia da imagem vem acompanhada de um esforço teórico para entender e conceituar esse gênero, que implica novos olhares e novas leituras. Cursos, pesquisas, estudos e publicações são desenvolvidos para abarcar toda a riqueza desta produção e instrumentalizar editores, autores, ilustradores, mediadores. Todos tendo que enfrentar uma nova linguagem, uma nova forma de leitura. A busca pela compreensão mais ampla das possibilidades que esse gênero produz põe em evidência a universalidade adquirida pela imagem, no momento atual, também nesse campo.

Que conexões podem ser estabelecidas entre a supremacia atual do livro-álbum e seu desenvolvimento histórico? Esta pergunta se justifica porque nem sempre esta supremacia se manteve em consonância com as características que os pioneiros do gênero construíram. E, tal como qualquer outro gênero ou manifestação cultural, este sofreu as consequências de um mercado cada vez mais voraz, em que a quantidade e a qualidade não caminham no mesmo ritmo. Nesta equação desigual, se apagam e desaparecem muitos dos traços constitutivos do gênero, achatando critérios e simplificando os resultados de sua produção.

É precisamente esse descompasso, essa superprodução de álbuns, o que me faz problematizar o momento presente e, principalmente, como isso tem sido tratado pelos importantes setores do mercado editorial (entre eles, criadores, editores e mediadores). Nesse mercado muito complexo, a massificação e o descartável são a tônica atual; por um lado, o processo de edição, como indústria cultural, cede espaço aos grandes grupos editoriais refratários e pouco interessados na formação de futuros leitores autônomos. E, por outro, todo esforço de resistência das editoras independentes que enfrentam situações cada vez mais desfavoráveis.

Sophie Van der Linden3 conceitua o gênero com muita clareza e amplitude, além de explicar as razões de seu sucesso. Mais que um gênero, o livro-álbum se define como “suporte” com uma grande “diversidade de formatos e dimensões”, em que o texto e as imagens se integram e podem relacionar-se em diferentes níveis, de diferentes maneiras. Nesse sentido, esse suporte oferece grandes possibilidades de realização e, portanto, grande liberdade para seus criadores. Se isto se verifica desde as suas origens, a edição contemporânea do livro-álbum se caracteriza por uma ampla variedade de estilos que enriquecem ainda mais sua trajetória.

Esta variedade de estilos e de formatos não permite generalizações, pois o suporte álbum ilustrado abre para uma diversidade que marca uma de suas fortalezas: as possibilidades permanentes de inovação. Muitas vezes, este aspecto é responsável por uma crítica a alguns dos produtos editoriais mais originais, em que o formalismo ou o grafismo se impõem, com os argumentos de que estas linguagens não seriam compatíveis com a capacidade de compreensão dos leitores mis jovens. Os possíveis limites de leitura não dependem da idade dos que leem e sim da maturidade leitora, que implica muitas outras razões.

 

*

 

A tradição do livro-álbum não é recente. Seus primeiros rastros podem ser encontrados desde as origens dos livros destinados ao público infantil. Porém, nomes como o de Heinrich Hoffman e, mais tarde, Randolph Caldecolt (para Sendak, o criador do livro-álbum moderno) são decisivos, fundamentais. Um olhar sobre os clássicos, sobre os livros que marcaram época, que não se limitaram a uma moda passageira e sobreviveram como referência – apesar de muitos deles, até hoje, serem considerados difíceis por alguns adultos – permite identificar traços responsáveis por sua permanência, por sua atualidade. Referências de qualidade que se perderam na dinâmica de um mercado movido pela quantidade e por uma forte aposta na volatilidade.

Liberdade, originalidade, experimentação, inovação – elementos característicos da história desse suporte – são um fio condutor entre os grandes nomes. Ademais, a diversidade de possibilidades do livro-álbum é imensa e própria de sua natureza. O caráter inovador – seja pelo tema, seja pelo formato, seja pela disposição da página – é fundamental para resgatar a melhor tradição da produção do livro-álbum.

Hoje, a produção de livros com ilustrações é enorme, alguns, inclusive, com belas ilustrações e identificados como livros-álbuns, sem, na verdade, sê-lo. As fórmulas se repetem e a plasticidade se sobrepõe ao conteúdo. A originalidade e a inovação desaparecem em nome de uma aposta meramente estética que quase nunca sobrevive à avalanche do mercado. O peso das ilustrações e a valorização da parte gráfica importam mais que qualquer outro aspecto. Alguém pode argumentar: fazer o contrário é o difícil, com o que concordo; exatamente por isso, é necessário focar o que se perdeu durante esta trajetória.

Até muito pouco tempo, a qualidade das ilustrações era fator suficiente como critério de qualidade de um bom livro-álbum. Entretanto, muitos dos livros-álbuns importantes foram construídos sobre uma estrutura narrativa, uma escrita (ou um roteiro) que se destaca e sustenta ou por sua originalidade, ou por sua poesia, ou por seu ponto de vista, ou por seu narrador etc, etc, etc. Dois exemplos4 totalmente diferentes ajudam a elucidar a questão, pela carga narrativa e dramática, presentes desde o início até o final.

 

Artigo      thew 

 

Dois períodos diferentes, uma distância de mais de 40 anos separa os dois títulos, dois criadores com características muito próprias, tanto pelo estilo como pela trajetória, dois textos duros pelas temáticas que relatam aspectos humanos fundamentais e fazem deles livros sem idade. Ambos revelam a importância de como a qualidade de um livro-álbum é resultado de um conjunto de fatores responsável por entrelaçar intimamente, não só pela estética das imagens, como pelo relato que estas contam, e onde o texto ou o roteiro estruturam o relato de forma coerente e complementar.

Não existe nenhum modelo, o que torna tudo mais difícil. A forma pode ser muito simples, como é o caso de A árvore generosa, de Shel Silverstein (1930-1999), ou mais elaborada, no caso de A chegada, de Shaun Tan (1974). O que é importante resgatar é que a “simplicidade” no campo estético costuma ser resultado de uma depuração extrema e de um processo complexo de síntese. Isto é: o resultado de um profundo trabalho de elaboração em todas as dimensões que a obra exige. Um árduo trabalho conceitual, criativo e artístico.

O nº 12 da revista Hors Cadre se dedicou ao tema da narrativa atual e nele encontramos algumas pistas que explicam a progressiva perda da importância da narrativa. O fato de a imagem narrativa deixar de ser uma obrigação em determinado momento se justifica pelo peso que passa a ter a expressividade, o suporte ou a concepção gráfica. Sophie Van der Linden esclarece em seu texto de apresentação: “O modernismo afirmou a independência da arte vis-a-vis as formas narrativas e, em primeiro lugar, da literatura. Cada meio, cada disciplina artística trabalhou sua emancipação da figuração. Toda criação deveria centrar-se em seus próprios valores intrínsecos, ou seja: a forma e a cor”5.

A sobrevalorização da imagem pode ser assim entendida como fruto de uma corrente filosófica que, a partir dos anos 1960, estendeu sua influência por todos os campos artísticos. A supremacia da imagem não é uma opção “aleatória”, neutra ou sem compromisso, mas uma resposta dentro do campo de possibilidades estético-filosóficas que a contemporaneidade inicia. A produção contemporânea do álbum ilustrado foi, como explica Van der Linden, fortemente influenciada por esta tendência que, se comparada com parte da tradição desse suporte, rompe com o equilíbrio entre texto e imagem.

E, com isso, não desconsidero a importância fundamental e o papel absolutamente inovador da vertente formalista e gráfica que se desenvolve a partir dos anos 1920. A modernidade do livro-álbum tem nestes criadores um grande impulso e uma tendência futurista e de vanguarda importantes. O que acredito ser fundamental é: como a progressiva ênfase nas imagens empobreceu a produção do livro-álbum em sua vertente menos original e inovadora. A questão é entender as implicações dessas opções, quando se reproduzem de uma forma em que o caráter experimental, inovador, de ruptura já não tem mais sentido e se transformam na reprodução de uma simples fórmula, quase fora de contexto.

Por isso, a permanente atualidade e modernidade de muitos autores “clássicos” quando olhamos para trás. Suas obras marcaram uma época e continuam exemplares, atuais, modernas, em sintonia com os grandes dilemas ou cúmplices dos pequenos e grandes leitores. Recuperar estas obras fundamentais que até hoje permanecem atuais é um caminho para a renovação do suporte livro-álbum, ou em outras palavras, para a recuperação de suas melhores características esmagadas na atualidade pela voracidade do mercado.

A circularidade, a síntese, a conexão entre todos os detalhes que constituem um livro e a ausência consequente de aspectos gratuitos são outros aspectos que se destacam. Tudo tem e adquire um significado, tudo se conecta com a aposta do autor em um leitor inteligente, destituído de preconceitos com um frescor no olhar. Maurice Sendak (1928-2012), ou mais recentemente Anthony Browne (1946), só para citar dois, são exemplos desta conexão entre texto e imagem. Nada sobra, tudo parece ter sido milimetricamente pensado ou colocado por necessidade do relato e das múltiplas leituras que se podem abrir a partir disso. Silêncios e brancos são os espaços, por excelência, dos leitores, agentes ativos na construção de sentido.

Nem sempre os criadores são conscientes deste caminho, mas o resultado revela uma honestidade e um compromisso com deixar pistas e abrir janelas para múltiplas leituras, assim como um profundo respeito pelos leitores, suas necessidades e expectativas. É um jogo, uma aposta, em que o autor se coloca inteiro diante de todos os seus leitores. Onde vivem os monstros e O aviso na porta de Rosie, ambos de Sendak6 são dois exemplos muito diferentes de retratos da infância que sobrevivem a qualquer época. A infância em seus dilemas, desafios e brincadeiras está colocada integralmente nesses livros. Uma infância não romantizada, em que não há espaço para a superproteção, mas sim, marcada por suas contradições, sofrimentos e pequenas perversidades.

Estamos diante de projetos estruturados em seus mínimos detalhes, elaborações de livros muito sofisticadas, não importa qual seja sua complexidade temática. Normalmente, este cuidado se revela na própria materialidade do livro e, para tanto, o aproveitamento de todas as possibilidades e de sua finalização são fundamentais. Maurice Sendak foi mestre em conceber todos os aspectos de suas obras (desde o formato até o papel). Nesse sentido, para além do aspecto econômico que podem supor os detalhes gráficos, a capa dura, a impressão, etc., os álbuns ilustrados de maior destaque se caracterizam por uma circularidade em que todos os detalhes aportam sentido e coerência.

Tomemos como exemplo Gorila, de Anthony Browne7, caracterizado por uma multiplicidade de detalhes que, além de instigar os leitores mais atentos, implicam múltiplas leituras. Tudo é pensado como a montagem de um quebra-cabeças que se encaixa de acordo com o olhar do leitor. Pistas em forma de metáforas ou referências podem ser encontradas a cada passo, como a complexidade das relações humanas, a ausência de uma única leitura. A história é, aparentemente, simples, mas complexa na diversidade de suas possíveis interpretações. Tudo está dito e não está dito, cabe a cada leitor juntar as pistas e ler as palavras, as imagens e os silêncios a cada página.

Para um leitor menos atento e superficial, podem passar despercebidos, por exemplo, a sombra de uma menina sentada no chão da página 4 ou a diferença entre as imagens das páginas 18 e 26. Estes que podem parecer meros detalhes, são também chaves de uma das muitas leituras que esse álbum propõe.

 

futuro

gorila

gorila 2

 

 

Paralelamente, temos uma forte tradição que aposta em um diálogo direto com os leitores infantis, em um jogo em que a imaginação é um elemento decisivo de empatia e cumplicidade. Reconstituídos os passos desta tradição, nota-se claramente uma linha forte nessa direção, sem nenhuma censura ou preconceito com temáticas, os temas mais diferentes e humanos são tratados com seriedade e, muitas vezes, com humor, em uma relação direta com o universo dos leitores, numa relação horizontal, sem hierarquias.

Tomi Ungerer (1931) é um dos grandes expoentes desta tradição. E seus álbuns são exemplos de como o humor e a transgressão podem ser uma porta de entrada e de desmistificação de temas considerados “tabus” entre os adultos. Este autor nos brinda com pequenas obras primas que sobrevivem com força e conectadas com a contemporaneidade.

 

mi 

 

Por outro lado, a experimentação está presente em muitos desses autores. Por exemplo, John Burningham, autor do livro Fique longe da água, Shirley8, cria uma história em que o tema central é o tempo. Com a contraposição e ilustração de dois tempos (o da mãe e o de Shirley) que se repetem a cada dupla página, o autor consegue materializar em um álbum ilustrado um tempo relativo que contrapõe o da infância, recheado de brincadeiras e imaginação, ao dos adultos, que seguem um ritmo incansável e inexorável das horas que marcam o cotidiano. Inovador e lúdico, este livro é um exemplo de como é possível utilizar os recursos desse suporte para construir narrativas sobre temas tão abstratos como o tempo em uma linguagem coerente, em que o texto e as imagens se completam e se superam um ao outro, na melhor tradição do livro-álbum.

 

sabonete

 

 

Květa Pacovska (1928), a grande ilustradora tcheca, afirma que “os últimos álbuns são os primeiros museus onde as crianças entram”, e representa outra vertente fundamental desta tradição: a estética. Modernos, valentes e ousados seus representantes constituem à vanguarda do livro-álbum. Nomes como Bruno Munari (1907-1998), Enzo Mari (1932) e Iela Mari (1931-2014), Leo Leonni (1910-1999) e atualmente Katsumi Komagata (1953), só para citar alguns, apostam no livro como um campo de liberdade e experiência estética diante de tudo.

 

kveta

kat

 

O que há em comum entre todos esses exemplos referidos, apenas, para ilustrar algumas tendências? Sua força narrativa ou estética faz deles relatos ou experiências artísticas que permanecem na memória dos leitores, que emocionam e constroem pontes de afeto, reflexão e conhecimento. Sua circularidade, sua sofisticação, sua experimentação, sua ludicidade, sua poesia os convertem em obras em que a liberdade de criação se sobrepõe a qualquer outra. Liberdade e honestidade de seus criadores frente a seus leitores, sem concessões.

Estes são alguns dos aspectos que foram apagando-se no trajeto da produção do álbum ilustrado, fruto de um mercado em que o excesso é a tônica. E onde o campo de liberdade foi estreitando-se ou por exigência das vendas escolares, ou por colocar a leitura a serviço dos chamados temas transversais, ou da educação em valores, ou da aprendizagem das emoções. Compreender esta redução do espaço de liberdade, olhar essa tradição, não como modelo, mas como inspiração, romper a camisa de força em que se encontra a produção atual implica em recuperar e analisar esta trajetória.

As exceções neste contexto, muitas e significativas, algumas vezes, se perdem no emaranhado do volume excessivo do mercado e na aposta vazia por novidades. A ausência de veículos de crítica, os espaços reduzidos de exposição em livrarias, as dificuldades das editoras independentes desenvolverem um trabalho sério na promoção de livros de qualidade são fatores que complicam a visibilidade de muitos desses criadores. Por isso, a importância dos prêmios e das feiras especializadas e a responsabilidade de dar visibilidade a uma produção de ponta.

Pensar no livro-álbum como um “objeto iluminado”, um objeto “de reflexão” exige uma constelação de elementos que não obedecem a uma regra fixa ou abstrata, mas se articulam de acordo com a potência artística e originalidade de cada autor. Superar o descartável e a produção massificadora pressupõe revisar critérios, contextualizar a produção. É importante radicalizar a crítica para que resgate critérios como liberdade, originalidade, experimentação e inovação – características da melhor tradição do livro-álbum.

Daí a urgência de repensar formatos e investir na máxima “menos é mais”. Mais investimento de tempo em menos projetos capazes de restabelecer a força e originalidade deste gênero e encontrar caminhos para a já anunciada crise do gênero. O passado do livro-álbum mantém sua vitalidade e atualidade, sementes imprescindíveis para o investimento em um futuro de renovação que, seguramente, os leitores agradeceriam.

 


Notas

1. Citado em album[es], Sophie Van der Linden. Barcelona: Ekaré, 2015, p.146.

2. Joëlle Turin, Los grandes libros para los más pequeños, coleção Espacios para la Lectura. Cidade do México: Fondo de Cultura Económica, 2014. Ver também Crianças e jovens no século XXI – leitores e leituras (Dolores Prades e Patricia Pereira Leite (orgs.)). São Paulo: Livros da Matriz, 2013. Versão digital aqui.

3. Sophie Van der Linden, album[es]. Barcelona: Ekaré, 2015.

4. A árvore generosa, de Shel Silverstein é de 1964, edição em português da Cosac Naify, 2009. A chegada, de Shaun Tan, data de 2006, publicado pela Edições SM, em 2009.

5. Sophie Van der Linden, “Invention et narration: le pas de deux”. Em: Revue Hors Cadres, Nº 12, p. 4. Texto original: “Le modernisme a affirmé l´indépendance de l´art vis-a-vis des formes narratives, et, en premier lieu, de la littérature. Chaque médium, chaque discipline artistique a travaillé son émancipation de la figuration. Toute création devait se centrer sur ses propes valeurs intrinsèques, soit: la ligne, la forme et la couleur.”. Tradução da autora.

6. Onde vivem os monstros, primeira edição de 1963, publicado em português pela Cosac Naify em 2009; O aviso na porta de Rosie, cuja edição é de 1960, teve sua edição brasileira em 2014 pela mesma editora.

7. Gorila, de 1983, publicado pela Editora Zahar, 2015.

8. A primeira edição do livro é de 1978, publicado em português pela Cosac Naify, 2011.

 


* Texto originalmente escrito em espanhol para a Revista Peonza (no prelo).


TRADUÇÃO THAÍS ALBIERI